Palavras ao vento

Realismo de muitas cicatrizes de nossas palavras incertas

Insumo desfrutado e insultos

Palavras que voltam ao colo materno de amizades certas

Insertas por nobrezas e fortalezas

 

 

Onde você esta?

Onde eu estou?

E onde estarei amanha?

Ou hoje…

 

 

Intimo infarto e vaidoso anseio contagioso

nossas angustias e desejos.

cicatrizes das palavras ao vento

ao leu te dará o presente e o passado

 

para o futuro, curto e longo dia

nossas intimas fantasias vividas

palavras daquele vento em brisa, daquelas insertas palavras

hoje não vividas por nossas incertezas de um amor ou rancor

 

 

Passos e melancolia, loucura e sinônimos. O que realmente somos?

Loucos?

Amantes?

Insanos?

Humanos!?

 

 

Essa luz, reluzente ou não

que conduz ao amanha, ou não!

Inseguros, incertos e amigos

colo materno, de ti, de mim, de nos, de todos…

 

Céu de esperança, caloroso abraço e feliz lagrima rolando na ilha de nossas caras…

Chore…

Ame…

Cante…

Viva…

Cante…

Ame…

Chore…

Viva…

Ame…

Eiiiiiiiiiiii!!!

 

Não tenha medo!

Felicidade… Onde?

Por favor, acenda a luz!

 

 

Ernani – outubro 2006

Insônia

Estas noites que viraram dia

o incerto certo, lembranças tardias…

Espelho sem reflexo

e brilho sem olhar.

Amanheceu?

Já é noite ou dia?

Neste labirinto encontro-me só

Não sei se é açoite, não sei o que resta.

Encontro abismo, mas também um castelo.

E foi ele quem me salvou.

 

Ernani Baraldi – 24 janeiro de 2008

Ref. Em Catanduva, na casa da minha irmã Adriana.