Ex-ministro diz que Ana de Hollanda “desconstruiu” avanços da era Lula

MARINA NOVAES
Direto de São Paulo

O ex-ministro da Cultura, Juca Ferreira, que vê falhas na gestão de sua substituta. Foto: Ricardo Matsukawa/Terra

O ex-ministro da Cultura, Juca Ferreira, que vê falhas na gestão de sua substituta
Foto: Ricardo Matsukawa/Terra

 

O ex-ministro da Cultura Juca Ferreira, que comandou a pasta nos dois últimos anos do governo do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, disse nesta quarta-feira (21), em entrevista em São Paulo, que sua sucessora, a ministra Ana de Hollanda, “desconstruiu” as ações desenvolvidas pelo ministério no governo anterior. O político, que atualmente vive na Espanha, mas viajou à capital paulista para participar do seminário de abertura do Fórum Internacional de Gestão Cultural, realizado no Conjunto Nacional, evitou criticá-la diretamente, apesar de não ter escondido sua insatisfação com o que vem sendo feito atualmente.

“Para a minha surpresa, em um Governo de continuidade com essas características, o Ministério da Cultura teve uma postura de ruptura”, alfinetou. “Não foi nem de colocar algo no lugar. Na verdade, foi de desconstruir o que foi feito nos oito anos do governo Lula. Em muitas partes do mundo, tomam como referência o que fizemos. Então essa desconstrução não se justifica, não aponta um avanço. Pelo contrário.”

Ferreira evitou aprofundar suas críticas para não ser “deselegante” e por não estar acompanhado de perto a gestão da ministra. Ele também fez questão de ressaltar que, apesar do descontentamento com sua antiga área, aprova o Governo de Dilma Rousseff.

“Acho que Dilma está indo muito bem, dando continuidade a um processo que se iniciou com Lula. Desde a redemocratização o Brasil vem avançando, mas deu um salto enorme no governo Lula”, justificou. “Dilma está mostrando muita competência na administração da economia neste momento de crise e enfrentando uma conjuntura diferente da que Lula enfrentou.”

Para Ferreira, o maior desafio do Governo na área da cultura é passar a enxergá-la como parte importante do plano de desenvolvimento do Brasil. “Nós partimos do princípio que cultura é estratégia, é fundamental. Você não desenvolve um país aumentando apenas a capacidade produtiva e desenvolvendo a economia. O desafio é retomar esse caminho”, concluiu.

ENCANTA SAMPA / ENCANTA VALE 2012 _ coexistecia interativa

Completa-se um ano da jornada, na cidade abstrata, no paralelo distante, no vale do encantamento. As configurações desse novo mundo, criado pela nova realidade, cotidiana, de influencias e lembranças, familia um, familia dois, skate, seriemas e a beleza do cosmos, no mirante da saudade mentalizar, meditar e aprender que: essa nova realidade cotidiana faz reviver algo realmente maravilhoso, que muita gente admirou, admira.

Agora, não mais em primeira pessoa, nós pretendemos reviver o encanta, de encantar as pessoas, do vale, no canyon do Rio Grande, entre escarpas cuestas compostas de arenito botucatu e piramboia, basalto e as limpidas represas, sobre o aquifero Guarani, na antiga terra do cayapós, na Estrada de Goyases, vimos e reprisamos isso repetidamente em nossas cabeças. Resistir à essas recordações é que nos servem! Agora, um passo frente, no front, na revolução não pseudo intelectualizada, e sim, em ações conjugadas, coletivas, Pensemos maior, O QUE MAIS VOCÊ PODE FAZER? O QUE VEM A SEGUIR? Passemos para o próximo ato positivo.

Ontem fui até a Terra Azul Viagens, da Yolanda, onde ficamos por horas conversando, ela trabalha com um público interessante, pois executa viagens “ singles” . A conheci ano passado, na ocasião do Encanta Vale – Coletividade, e até então, nenhum momento singular aconteceu, e agora, nessa energia do Encanta Sampa, voltei à babilônia para sonhar, este sonho que esboçado acima poéticamente, em singelas palavras. Contextualizar as articulacões é como criar um organograma, é colocar em prática o EU admnistrador, é fazer do estudo paciência, persistência e aliados da jornada.

Usarei, para finalizar (eu) em primeira pessoa, olho no olho, no acolhimento em casas que sonham na mesma sintonia, mesmo que em pura fusão e alquimia, em processo evolutivo, na diversidade multicultural, da pluriética re(evolução) hibrida.

PAI NOSSO QUE ESTAIS NO CÉU

Caminhar é refletir.

Por ai encontrei tantos olhos tristes, os mesmos que encontro em minha morada. Crianças com famílias desestruturadas, filhos de uma geração anos 80/90.

Nas linhas periféricas os capangas do coronel.

Encontrei anciões às margens de morte múltipla dos órgãos, gritando a dor pueril deste solo

ORAI IRMÃO

Encontrei espécies desprovidas de linguagem – fato dado por influências e herança desta colonização autoritária.

Tudo que vejo torna-se um emaranhado de idéias e também revolta.

- Procuro não me contaminar com a Lepra.

ROGAI Ô SENHOR

Andei…

Observadores pluriéticos, multiculturais e híbridos fazem seus julgamentos

AMÉM

A raça encontrada é mistura de Pardo com Branco, negro com branco, cabloco com branco. Tudo é tão heterogêneo que finda uma dificuldade para estabelecer o fator recessivo, mas é possível perceber quais são os membros excluídos.

As açõees para sobrevivência são as mais adversas, entretanto, as diversidades dessa espécie de animal outrora esboçada, pensam com o sexo. Durante o dia precisam trabalhar, portanto, apenas trabalham.  Essa rotina é quebrada a noite com programas de TV feito por outros híbridos.

Ao chegar o dia sagrado eles comemoram – este dia é  chamado por aqui de fim de semana – As fêmeas contraem o abdômen e usam adereços comprados com moeda corrente estabelecida por uma sistema capitalista –  criado para facilitar a troca –  em passado remoto conhecido por escambo. Os machos por sua vez necessitam provar que seu feromônio é mais forte do que do outro macho. Para isso, eles utilizam muitas artimanhas, uma delas, a mais comum e mais fácil de identificar é o consumo de uma substância chamada cerveja, existe outra, também típica do status-quo  -  possuir uma espécie de carroça (tempos atrás)  chamada de carro.

ORAI IRMÃO

QUE A FÉ EM DEUS ESTEJA CONTIGO


A vegetação é cerrado, as chuvas são intensas no verão, as noites quentes são agraciadas com uma leve brisa que vem do leste, as estrelas parecem “falar” comigo.  Poucos habitantes da tribo saem das tocas para observar o nascer ou o  pôr-do-sol, ao entardecer pode-se escutar revoadas de periquitos, observar o vôo leve de garças, choro do bem-te-vi, pode-se falar com “Deus”.

Realmente, sentir gaya me deixa mais sensível.

AO FIM DA CEIA ELE DEU O PÃO


Por aqui as matriarcas cuidam dos filhotes para toda vida, entretanto, alguns nasceram com alguma deformação congênita.

DEU AOS SEUS DISCÍPULOS


Não consigo compreender qual é o maior medo e nem o maior sonho, mas posso garantir; – A esperança esta nas crianças.

COMEI E BEBEI


O medo é não saber de onde vieram e o sonho é ter a salvação, vida eterna.

PAI NOSSO QUE ESTAIS NO CÉU

Ernani Baraldi

Ref. Sentado numa pedra na prainha de Rifaina.

10_01_2010

A quantas anda a comunicação?

A quantas anda a comunicação?

É mercadoria feita a fantoche

Daquele que vem de lá

Portarias e carros!

Lanchonetes e sonhos

Volta o filho gentil à terra

Pueril, ô vingança, crucificada.

Dias em contrastes, paredes!

Muros, carros, túneis, pessoas…P-e-s-s-o-a-s! (…)

A quantas anda a comunicação? A quantas? (…)

Lanchonetes e sonhos; sonhos…

Volta! (?)

Sem vingança,

de voz suave

Pueril,

adorável

vida!

A quantas anda?

Ernani Baraldi

São Paulo, 06 de setembro de 2008.