Ambição suprema: dominar o mundo e unificá-lo sob sua bota

Ambição suprema: dominar o mundo e unificá-lo sob sua bota
“A ambição suprema de Mao era dominar o mundo. Em novembro de 1968, ele confidenciava a Edward Hill, chefe do partido maoísta australiano: “’No meu ponto de vista, seria preciso unificar o mundo (…). No passado, muitas pessoas, especialmente, os mongóis, os romanos, (…) Alexandre Magno, Napoleão e o império britânico tentaram fazê-lo. Nos nossos dias, os Estados Unidos e a União Soviética quereriam os dois consegui-lo. Hitler queria unificar o mundo (…). Mas, todos fracassaram. Entretanto, me parece que há uma possibilidade que não desapareceu (…). No meu ponto de vista, podemos ainda unificar o mundo’. (…) “Os argumentos que ele apresentava repousavam unicamente no tamanho da população chinesa (…)”. “Para açular esta ambição planetária, Mao lançou-se em 1953 no seu programa de industrialização e de armamento, queimando etapas e assumindo riscos consideráveis no domínio nuclear. Neste sentido, o episodio mais assombroso aconteceu quando, o 27 de outubro de 1966, um míssil balístico munido de uma ogiva nuclear foi disparado por cima do noroeste da China e percorreu oito centos quilômetros sobrevoando várias cidades bastante importantes. Era a primeira vez que um país ousava uma experiência desta natureza, com o acréscimo de que o foguete era conhecido pela falta de fiabilidade, o que pôs em perigo de morte todas as populações que se encontravam na sua trajetória. Três dias antes, Mao em pessoa disse ao responsável de proceder ao lançamento, e que em caso de fracasso ele assumiria a responsabilidade. “Quase todas as pessoas engajadas no projeto esperavam uma catástrofe, e o pessoal da sala de controle achou que tinha chegado sua última hora. (…) Nesse caso, o ensaio foi um sucesso, e apressou-se em atribuí-lo ao ‘pensamento’ de Mao (…). Na realidade, foi um puro golpe de sorte. Todos os ensaios posteriores fracassaram pois o míssil se pôs a girar furiosamente sobre si próprio logo após ter decolado. (p. 609-610)” Fonte: Jung Chang e Jon Halliday, “Mao”, Gallimard, Paris, 2005, 843 p.

Mao: prazer com a bomba atômica

Mao: prazer com a bomba atômica
Foto: teste bomba hidrogênio chinesa“

Mao foi o único chefe de Estado do mundo que saudou com festividades a nascença desta arma de destruição massiva. Em privado, ele compôs dois versos de má qualidade: Bomba atômica explode quando lhe é dito de explodir. Ah, que alegria inefável! (p. 526) Fonte: Jung Chang e Jon Halliday, “Mao”, Gallimard, Paris, 2005, 843 p.

QUILOMBO RIO DO MACACO

Canudos é aqui, entre Salvador e Simões Filho, na Baía de Aratu. Este filme mostra que a Marinha do Brasil deflagrou nesta região guerra a um grupo de famílias negras descendentes de escravos que vivem ali antes da chegada da marinha. Hoje constituem mais de 50 famílias reconhecida pela Fundação Cultural Palmares como remanescente de quilombo.

Entre os moradores há pessoas com mais de 100 anos que nasceram no mesmo local onde vivem até hoje. Só que agora sob regime de tensão e violência, aterrorizados: garantem que passam a noite acordados com medo de morrer (soldados passeiam à noite toda pelas suas roças) e têm medo de sair pois quando voltar poderão encontrar a casa derrubada.

O acesso à comunidade é controlado pelo portão de entrada da Vila Militar, um condomínio de residências de sub-oficiais da Marinha; e os conflitos vêm, sobretudo, com a construção desta Vila, a partir de 1971. As famílias da área foram removidas e desalojadas. Hoje estão proibidas de plantar e sendo expulsas da área.
O filme denuncia flagrantes desrespeitos aos direitos humanos fundamentais.

NADA DURA PARA SEMPRE

O fotografo Lee Jeffries e seu trabalho belíssimo com os registro por onde passa, ele faz um trabalho com moradores de rua tirando fotos em Preto e Branco, o resultado só vendo mesmo porque não vou saber descrever em palavras.

É começar o dia

 

É como começar um dia, tudo nasce novamente, tudo resplandece e assim sigo inundado por pensamentos, sentimentalidades, nostalgia, reflexões. Indo ao passado me distraio. Logo é futuro, viajando em pensamentos, focando palavras, que vem e vão como toque de mágica, minhas mãos são comandadas por energia que vem do coração. Os passos largos e ansiedade por tudo que há de vir, medo, receios, anseios, angustias, magoas, passado, futuro e o agora.

Imaginário infinito que me toca em frágeis taças de cristal com bom vinho tinto e seco. Lembranças, risos, abraços, lágrimas. E a vida trará sempre surpresas, decepções, amigos, inimigos, mas a base será sempre o alicerce das minhas fugas inconstantes de rebeldia. Serei forte, seguindo a risca os mandamentos da vida! “Não roubarás, não cobiçaras a mulher do próximo”… NÃO, NÃO, NÃO… Crescemos aprendendo a respeitar o NÃO?  SIM!

E esses “nãos” foram inúmeros, desde criança, e agora a sociedade nos impõe “nãos” todos os dias, e ao seguir o sim sendo diferente, outros me vêem com um talvez…  Listo! Ok.

Seja eu, um talvez, mas que vida! Preferia se fosse ERA UMA VEZ (…). E assim traçaria minha estória em palavras esboçadas ao respeito desses não’s, e respeito à vida, a liberdade da minha alma, do sentimento, do coração e da criança que gosto de ser.

Mesmo sendo menino-moço, homem-menino, e com trocadilhos sorrisos plantados. Assim como começar o dia, tudo nasce novamente, tudo resplandece, seguirei inundado de felicidade e bondade para minha vida, e de todos, pois o planeta sobreviverá, mas a humanidade… Bem TALVEZ (…) ou não!

Ernani (05/06/2006) 01:23 AM

São Paulo

São Paulo

Hoje o dia nasceu triste

A primavera não fostes como as outras

Hoje as cartas de amor não chegaram

os dias estão passando (…)

 

São Paulo

 

o mundo se perde

ontem tropicalismo

Hoje capitalismo

Individualismo.

 

-Diga-me, que futuro pode ver?

 

Queres colher, plantastes apenas dor!

Cuidate…

a bolha logo estoura.

É vida que irrita,

povo que assusta

o dia de paz, que vida…

ô povo, que paz?

que me irrita.

 

Ernani Baraldi (2008)

Ref. Escrito direto no blog do Menino do Asteróide B-632